Uma visão feminista sobre as Deusas Galesas

feminism

Esse texto é oriundo da palestra que apresentei no IX Encontro Brasileiro de Druidismo e Recostrucionismo Celta que ocorreu nos dias 30 de maio a 3 de Junho de 2018 em Guaratiba, Rio de Janeiro.

Primeiramente preciso fazer um aviso de gatilho, “trigger warning”, e comunicar ao leitor que o conteúdo aqui exposto pode ativar gatilhos emocionais relacionados a temas como: estupro, abuso psicológico, aborto, abandono parental, gaslightning e submissão feminina. Por isso peço cautela e tranquilidade ao ler o que vou expor aqui.

Em segundo lugar, gostaria de avisar que não venho falar como uma pessoa acadêmica, meus estudos sobre mitologia e comportamento são autodidatas, o que ao meu ver não diminuem em nada a qualidade do que eu tenho para explanar e dentro do meio pagão só deveriam reforçar nossa capacidade de sermos críticos e de confiar em nossas próprias conclusões após estudo e prática. Afinal a vivência teórica não deveria desmerecer ou ser considerada melhor ou maior do que a vivência individual e pessoal de cada um. A espiritualidade mais do que nos livros está na experiência diária.

Por conta disso, me considero preparada para ocupar o lugar de fala sobre os temas relacionados. Lugar de fala é um conceito que aparece frequentemente em debates com militantes e ativistas de diversas minorias e significa que não é necessário um mediador para se falar de opressão, o próprio oprimido é protagonista da própria luta e movimento e deve falar por ela, o lugar de fala é um contraponto ao silenciamento das vozes das minorias que historicamente não tem espaço para debater suas pautas. Logo, mulheres falam de machismo, negros de racismo, lgbt de lgbtfobia e assim por diante. Esse conceito auxilia a entender que o que falamos, onde e como reproduz as relações de poder que vivemos em sociedade. Assim, por ser mulher e já ter conhecimento ou por ter sofrido situações de machismo representadas nos mitos me sinto preparada para ocupar esse lugar de fala e trazer uma leitura ímpar sobre a história e personalidade dessas deusas.

Assim, podemos começar a falar sobre o machismo escondido nos mitos e que muitas vezes afastam os pagãos de uma interpretação mais empática, curadora e importante para a construção de uma comunidade saúdavel, crítca e engajada.

“Muitas vezes já ouvi as pessoas dizerem que não gostam dos mitos de certas deusas celtas porque elas são mães más. Maltratam seus filhos, não os aceitam, perseguem eles e chegam até a querer matá-los. Esse pensamento me diz mais sobre essas pessoas do que sobre os mitos. Me mostra claramente que nos voltamos aos deuses esperando algo diferente do que o que vivemos na sociedade humana. Que o fato deles serem divinos os farão piedosos e condescendentes, o que me parece muito semelhante a idéia cristã de divindade. Ao contrário, do que as pessoas possam buscar na religiosidade cristã, a relação com os deuses pagãos é um reflexo da sociedade que vivemos e não uma fuga dela.”

Eu escrevi o trecho acima para o texto de introdução do projeto “30 semanas para Cerridwen”, uma série de textos que postei sobre essa deusa em meu blog, e gostaria de começar por ele porque ele traz três considerações muito importantes para o assunto que vou tratar aqui hoje. Primeiro que mesmo enquanto pagãos nós vivemos em sociedade e ela nos afeta numa proporção que as vezes não temos real percepção disso, logo recebemos muitas informações que vão construindo nossa forma de pensar e nosso caráter sem termos uma dimensão profunda e consciente disso. Precisamos ter em mente que o cristianismo está tão entranhado no pensamento social que vemos tudo de uma maneira dicotômica, uma luta entre bem e mal, nós contra eles, opostos que precisamos escolher um lado para viver.

A fé druídica não comunga dessas idéias, os opostos existem mas eles sempre são mediados por um terceiro ponto: o equilíbrio. Viver escolhendo entre opostos não traduz a vivência do druidismo, é uma visão de mundo cristã e é preciso olhar bem para nós mesmos a fim de identificar e transformar essa forma de ver o mundo que nos foi introjetada. E em terceiro lugar, é preciso que seja entendido que enquanto pagãos nós precisamos ser atuantes na sociedade. Passividade e submissão também são conceitos cristãos e sociais extremamente arraigados e sair desse lugar comum e ser ativo e engajado na sociedade defendendo causas e protegendo oprimidos, lutando contra opressores, é missão dos druidistas, e dos pagãos em geral, que tanto sofreram por serem minorias. A tríade druídica mais aclamada : “Curar a si mesmo, curar a tribo, curar a terra” nos coloca num lugar de atuação, de busca constante e não de esperar que outros façam por nós.

O feminismo é a luta social por direitos iguais, o que significa que todos devemos ser respeitados enquanto seres humanos, independente de qualquer coisa que possa nos distinguir. Ter uma postura feminista implica justamente em lutar ativamente para mudar a sociedade ao nosso redor, para que ela se torne melhor para todos, reconhecendo o machismo em nós e nos outros e confrontando as atitudes e situações machistas. O feminismo e a espiritualidade pagã precisam andar de mãos dadas, afinal cultuamos deusas e elas podem ser vistas como arquétipos para todas as mulheres. Desrespeitar uma mulher por ser mulher não parece coerente quando se busca honrar deusas e estabelecer afinidade com elas.

Então, vamos analisar os mitos das deusas galesas e trazer para nossa vivência uma visão de empoderamento que somente essas divindades representam tão bem.

Os mitos que vamos analisar foram retirados do compilado de contos medievais chamado Mabinogion traduzido por Lady Charlotte e publicado pela primeira vez entre 1838 e 1849. As histórias do Mabinogion aparecem em dois manuscritos medievais galeses, o Livro Branco de Rhydderch (Llyfr Gwyn Rhydderch), escrito em cerca de 1350, e o Livro Vermelho de Hergest (Llyfr Coch Hergest) escrito por volta de 1382-1410, embora fragmentos destes contos tenham sido preservados em manuscritos anteriores do século XIII. A questão da data do Mabinogion para os estudiosos é importante porque se puder ser demonstrado que ele foi escrito antes da Historia Regum Britaniae de Geoffrey de Monmouth, então o valor destas histórias como evidência para o folclore e cultura primitivos de Gales é muito mais forte. O próprio Historia Regum Britaniae, que seria a genealogia dos reis da Britania, não pode ser entendido de forma plena como historicamente acurado pois traz em muitos casos antepassados bíblicos como ancestrais dos reis. Assim, começamos a entender o profundo impacto que a visão cristã tem nesses textos medievais e na cultura da época.

O quarto ramo do Mabinogion traz o conto de Math, filho de Mathowny, que era o Rei de Dyfed, tio de Gwydion, Gilfaethwy e Arianrhod. Ele possuía uma proibição (tynged), se suas terras estivessem em paz, seus pés deveriam repousar no colo de uma virgem. Quem estuda druidismo consegue compreender a relação em que a mulher representa a soberania da terra e o rei representa a tribo e só quando intimamente ligados haveria prosperidade. Em outros mitos, isso é representado por um casamento sagrado ou uma relação sexual entre o rei e uma deusa mas desde já eu aponto uma visão de submissão feminina na personagem Goewin, o escabelo de Math, pois ela não é sua esposa ou tem qualquer papel igualitário ou minimamente respeitado, a principio ela é o objeto onde Math precisa descansar seus pés. Começamos desde já a ver a submissão do feminino e a objetificação da mulher, características que eu critico como uma visão cristã instalada no mito.

Gilfaethwy deseja Goewin e como o único jeito de possuí‐la é fazendo com que Math a deixe desacompanhada, ele e Gwydion resolvem planejar uma guerra contra o reino vizinho governado por Pryderi, assim Math entra na disputa e sua proibição não tem mais efeito. Gilfaethwy se aproveita da ausência de Math e estupra Goewin. No texto essa passagem aparece assim: “Goewin é violada por Gilfaethwy, que nutria por ela uma paixão secreta“, amenizando as palavras e justificativas para uma ação tão agressiva e comum: o homem que quer tomar o que quiser a força.

Math volta, descobre que perdeu sua virgem e não tem mais onde colocar os pés. Ele castiga Gwydion e Gilfaethwy por terem tomado o que lhe pertencia, seu escabelo, a mulher, virgem, objeto: Goewin. Ela espera submissa pela posição de Math em relação ao acontecido com ela e ele para compensar a vergonha da jovem, e satisfeito por ela ser submissa, se casa com ela.

Para substituir Goewin, ele chama sua sobrinha Arianrhod e resolve testar sua virgindade fazendo com que ela passe sobre um bastão mágico. Por favor, vamos analisar esse eufemismo óbvio: testar a virgindade da mulher com um objeto fálico. A palavra dela não é suficiente para comprovar sua integridade, pois seu corpo não lhe pertence. Esse momento do texto, eu entendo como o estupro de Arianrhod. Ela é estuprada e falha (pela ótica machista) no teste pois após passar pelo bastão mágico, ela dá a luz duas crianças.

A primeira criança recebe o nome de Dylan por Gwydion e logo nas primeiros momentos do nascimento, segundo o texto logo no seu batismo, demonstra afinidades com o mar e para lá se dirige. Entendendo que no druidismo o reino do mar é a morada dos ancestrais, eu compreendo que ele veio ao mundo natimorto ou faleceu pouco depois de nascer, indo fazer sua morada no Outro Mundo. A outra criança, Arianrhod rejeita de imediato amaldiçoando a com três proibiçoes: Não teria um nome que não fosse ela que desse, não empunharia armas que não fosse ela que fornecesse e que nunca se casaria com uma mulher humana.

Eu gosto muito da análise de Jean Shinoda Bolen no livro As deusas e a mulher sobre virgindade. O aspecto de virgem é muito mais do que ser ou não violada por um homem, É a idéia de ser impenetrável, não pertencer, não ser afetada pela necessidade de um homem, ou ter necessidade de ser aprovada por ele. Viver a parte dele, em seu próprio direito. E nesse aspecto diversas deusas que trazem aspectos virginais como Artémis, Diana e nesse caso Arianrhod, não precisam ser avessas ao ato sexual mas sim a submissão que se pretende da mulher ao homem. Essa necessidade de submeter a virgem é extremamente explorada no cristianismo. E essa passagem de Arianrhod e Math demonstra exatamente isso que ela não será subjulgada por ele e que ela tem total direito de viver a maneira que deseja, mesmo após ser vítima de estupro. Dessa forma ela rejeita a criança e está no seu direito.

Eu, enquanto mulher, não consigo me ver mantendo minha sanidade mental, tendo passado por uma situação de estupro e sendo obrigada a carregar a criança fruto da violência no meu ventre. Acredito que existam mulheres que escolheriam acolher essa criança e é exatamente aí que nosso ativismo começa: no direito de escolha da mulher sobre decidir o que fazer com seu corpo e sua vida. O direito de pertencer somente a si mesma e ser capaz de tomar suas proprias decisões mesmo que elas contrariem a sociedade machista em que vivemos. Ser a favor ou contra o aborto independente do caso, é sobre permitir que a mulher seja soberana sobre si mesma e possa decidir por si mesma. Enquanto druidistas e pagãos, se honramos as deusas da soberania precisamos entender, permitir e lutar pelo direito das pessoas de terem total poder sobre suas vidas.
A escolha de Arianrhod de rejeitar o filho e amaldiçoá‐lo reflete o que muitas mulheres vítimas de estupro vivem todos os dias ao reviver mentalmente o trauma de descobrirem violentamente que seus corpos não lhes pertencem. Aquelas que como Arianrhod tem forças para manifestar sua fúria contra a situação, são as que dão coragem as outras que passaram pelo mesmo sofrimento e talvez não tenham forças para superar.

Mas, como o mito não termina aí, Gwydion resolve adotar o menino e forçar Arianrhod a retirar as maldições. Através de todo tipo de enganação e jogo,ele consegue que Arianrhod contra sua vontade dê um nome e armas a Lleu Llaw Gyffes, a criança. É preciso notar que ele entende que ela não quer a criança, que ele não pode abordar ela sobre esse assunto pois ela se recusa a ceder (obvio foi um trauma para ela!) e mesmo assim ele cria todo tipo de artimanha para contrariá‐la, desrespeitando ela em todos os niveis, porque da maneira que interpreto, ele a vê como alguém que não deveria ter o direito de desobedecer, alguém que deveria ser submissa, que é apenas o objeto que ele usa porque quer conseguir algo.

Tendo obtido de Arianrhod tudo que ele queria, ele parte para resolver a última maldição: Que Lleu nunca se casaria com uma mulher humana. Vamos devagar agora. Gwydion é um deus certo? Ele decide criar uma mulher a partir das flores para ser a esposa de Lleu. Então temos que: Deus cria uma mulher para ser a esposa dele. Deus cria uma mulher para ele… Qualquer semelhança com o mito cristão não pode ser mera coincidência.

Blodeuwedd então é criada das flores para ser esposa de Lleu e vive com ele nas terras que Math os presenteou. Um dia Lleu, sai de casa para visitar o tio e deixa Blodeuwedd sozinha. Gronw Pebyr, senhor de Penllyn, durante uma caçada acaba chegando ao castelo onde moravam Lleu e Blodeuwedd. A hospitalidade é uma das virtudes célticas, logo Blodeuwedd oferece hospedagem a Gronw e os seus acompanhantes. E assim, a vida dela muda bruscamente. Ela que sempre fora bela, recatada e do lar pois tudo que ela sabia sobre o mundo foi o que Gwydion, Lleu e a bolha social em que vivia haviam mostrado, descobre que há outros mundos, outros homens, outras formas de se relacionar. E assim ela se apaixona por Gronw e ele por ela. Juntos planejam a morte de Lleu pois assim ela estaria livre.

Mas você acha que é fácil se livrar do machismo? Tem milhões de regrinhas para finalmente conseguir matar Lleu, ou como eu vejo, terminar o relacionamento abusivo, e mesmo com todas as dificuldades ela consegue apenas ferir Lleu que se transforma num gavião branco e foge. Blodeuwedd consegue fugir com Gronw, Gwydion encontra Lleu ferido, descobre que ela causou aquilo e a persegue. Por fim, Blodeuwedd é acusada de traição, amaldiçoada e transformada em uma coruja, Me incomoda profundamente que o livro Oráculo da Deusa traga Blodeuwedd como uma deusa ligada a traição.

Pra mim Blodeuwedd é uma deusa ligada a liberdade feminina, que vivia numa situação que a privava de ser livre. O machismo faz isso com as mulheres todos os dias, ele está tão incrustado na sociedade que até mesmo nós, mulheres, somos machistas. Mas pode acontecer de tomarmos consciência e queremos nos apropriar de nossas vidas e escolhas, rompendo esse ciclo. Porém esses padrões estão tão estruturados socialmente que parece ser impossível rompê los e mesmo que sigamos a risca todas as regrinhas que nos libertaria, ainda assim perdemos e somos tratadas como ingratas, traidoras e mau carater.

Analisando o animal em que Blodeuwedd é transformada fica muito evidente que ela consegue, sim, sua libertação. A coruja é uma ave de rapina plenamente consciente de suas capacidades, ela pode ser extremamente agressiva ou pode permitir que outros a vejam e até cheguem perto. É a coruja que define o limite do seu espaço pessoal e até onde outros podem abordá‐la. No fim das contas se ela não se sentir confortável ela ainda pode voar para longe ou atacar o intrometido. Além disso, em diversas culturas, a coruja é tida como um símbolo da sabedoria, então será mesmo que ser transformada em uma coruja é um castigo ou é simplesmente a confirmação de que Blodeuwedd finalmente conseguiu a liberdade e a autonomia?

O último mito que vamos analisar é o que trata da Deusa Rhiannon e está no conto “Pwyll, Principe de Dyfed“, o primeiro ramo do Mabinogion. Vou direto ao ponto que nos interessa: Pwyll conhece uma mulher do Outro Mundo, Rhiannon, eles se apaixonam e após o desenrolar de diversas estratégias para que ela se case com ele e não com seu pretendente anterior, eles formam uma família e ela engravida. Porém durante o parto, a criança some e as parteiras por temerem a natureza divina de Rhiannon, sujam ela de sangue e quando ela acorda dizem que ela devorou o próprio filho. Fragilizada pela situação do parto, Rhiannon transita entre acreditar que seria incapaz de fazer mal ao próprio filho ou acreditar no que as mulheres e todos ao redor veemente falam para ela. Até mesmo Pwyll, seu marido, acredita nas acusações e a sentencia a viver anos como montaria, transportando nas costas qualquer pessoa que chegasse ao reino. Sete anos mais tarde a criança é encontrada e devolvida aos pais e assim se descobre que Rhiannon na realidade foi vítima de abuso físico e psicológico.

Esse abuso tem nome: Gaslightning. O termo Gas Light tem origem numa peça de teatro e na adaptação ao cinema de um roteiro em que o marido vai ao decorrer dos anos manipulando psicologicamente a esposa e as pessoas ao redor para que ela e os outros acreditem que sua percepção de realidade é distorcida, de que ela é louca. Rhiannon passa a acreditar que realmente é um monstro que devorou o próprio filho e se submete ao castigo que lhe foi imposto.

Um abuso extremamente sutil que vai minando a auto confiança da mulher, os relacionamentos com as pessoas, numa tentativa acertada de conseguir desorientar a vítima para que ela fique suscetível a outros abusos e ao abusador. O mito de Rhiannon é um mito que fala de gaslightning. E enquanto não entendermos que a saúde mental das pessoas, que a autonomia do individuo deve ser respeitada, não vejo qualquer possibilidade de honrar Rhiannon adequadamente.

Forçar alguém a fazer algo contra a si mesmo é a maior das violências. E esse abuso pode ser físico e psicológico e precisamos estar atentos para casos semelhantes no nosso entorno. É preciso ouvir, apoiar e acolher incondicionalmente vítimas de qualquer tipo de agressão ou abuso. É imprescindivel enquanto druidistas e pagãos que se tome uma postura de defesa das vitimas contra opressores em qualquer nível. Ser conivente é estar do lado do agressor. Manter‐se em cima do muro, não é estar em equilíbrio, é apoiar o agressor. Precisamos estar engajados e ativos em nossas comunidades para que casos como os expostos nos mitos sejam erradicados pois só assim teremos uma comunidade saudável e só assim estaremos realmente honrando deusas tão fortes e tão humanas.

Os mitos foram abordados de uma maneira bem simplificada e convido todos a relerem os textos originais agora com uma visão crítica um pouco diferente. Convido a pesquisarem sobre o que realmente é feminismo, abuso e os outros temas tratados aqui. É preciso expandir nosso conhecimento e ter empatia com o outro ser humano ao nosso lado. Os mitos dos deuses são claras mensagens de como devemos viver em sociedade: Honrando, respeitando e curando a nós mesmos, aos outros, nossa comunidade e a terra em que vivemos.

Eu agradeço a Arianrhod, Blodeuwedd, Rhiannon e a Cerridwen, minha matrona. Essa palestra e esse texto é a oferenda que faço a elas.

Máh Búadach Ingen Ecnai

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s